Apresentação

Mestrado em Agriculturas Amazônicas e Desenvolvimento Sustentável

O Mestrado em Agriculturas Familiares e Desenvolvimento Sustentável - MAFDS é um curso interinstitucional, envolvendo a Universidade Federal do Pará e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, através de sua unidade em Belém, a EMBRAPA Amazônia Oriental. 

O Curso de Mestrado em Agriculturas Familiares e Desenvolvimento Sustentável combina enfoques disciplinares e pedagógicos de maneira a proporcionar a produção de conhecimento sobre os principais temas que tratam da complexidade do meio rural e das condições de sua transformação. A prática da interdisciplinaridade para o desenvolvimento rural procura, em uma primeira etapa, se apoiar em vertentes disciplinares que se constituem como fronteira entre as disciplinas clássicas ou em disciplinas ou práticas científicas integradoras, permitindo uma leitura e compreensão das dinâmicas agrárias locais, integrando fatores biofísicos e ecológicos, lógicas de desenvolvimento técnico e condicionantes sociais e econômicos regionais.

            O Curso introduz reflexões sobre os fatores do meio biofísico sob a perspectiva da agroecologia, visando a elaboração de conhecimento dos mecanismos  utilizados pelos agricultores em suas práticas cotidianas. Aspectos ligados ao desenvolvimento das técnicas, processos de inovação e divulgação são trabalhados a partir de uma visão que incorpora as relações sociais em torno das discussões técnicas, as novas teorias da comunicação, questões de natureza institucional, propondo uma nova visão das práticas de extensão rural. Os condicionantes técnicos, econômicos e sociais da produção, que se manifestam no nível do estabelecimento, quando possível são integrados através de enfoque sistêmico, mais precisamente do conceito de produção dos sistemas agrários. As estratégias de reprodução social das famílias, no contexto da produção social local, incluindo as estratégias econômicas (comercialização, crédito, associativismo) são trabalhadas na perspectiva de uma percepção integrada pelas ciências sociais, através de um diálogo entre antropologia, elementos de sociologia rural e meso-economia. No enfoque proposto, os atores privilegiados têm abrangência local, consideradas as localidades no recorte dos limites das chamadas "sociedades de interconhecimento".

            Para subsidiar os debates teóricos em torno da realidade local, o curso prevê atividades de campo voltadas para o desenvolvimento, no caso de algumas disciplinas curriculares, permitindo um conhecimento dos principais atores, de maneira a desenvolver a percepção de como são enfrentados os problemas e como eles são resolvidos.

            Em termos de modalidades pedagógicas, o curso é dividido em três momentos: o primeiro, voltado para a apreensão da complexidade do meio rural, num processo de aprendizagem repartido entre aulas teóricas que introduzem os principais conceitos e conhecimentos sobre métodos de pesquisa, levando os discentes a desconstruir noções preconcebidas e consolidadas no senso comum, subsidiando a preparação para um período de campo. As disciplinas ministradas como obrigatórias para cumprir este papel são “Questão Agrária, Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar”, “Metodologia de Pesquisa” e “Laboratório de Pesquisa I e II”, somando um total de 12 créditos obrigatórios, os quais devem ser cumpridos no primeiro semestre do curso. Mais 12 créditos em disciplinas eletivas escolhidas pelo discente em acordo com o seu orientador devem ser computados no segundo semestre, totalizando 24 créditos em disciplinas.  O segundo momento tem como objetivo a elaboração do projeto individual de dissertação, que deverá ser submetido a uma banca composta de 3 membros sendo, o orientador, um docente do quadro do PPGAA e um examinador externo. Neste exame o aluno poderá ser aprovado, aprovado com recomendações da banca e reapresentação em data posterior não superior a um mês, ou reprovado. No caso da reprovação, o aluno será automaticamente desligado do PPG. O exame de qualificação objetiva acompanhar o desenvolvimento da dissertação do aluno com vistas ao controle do tempo de conclusão e a qualidade da pesquisa que está a desenvolver. O terceiro momento é dedicado ao trabalho individual para elaboração e apresentação da dissertação, o que é feito sob custódia e acompanhamento vigilante dos orientadores. Toda esta dinâmica é reforçada pelo trabalho atento do colegiado, em reuniões em que se avalia e acompanha o desempenho de cada um dos discentes e do conjunto deles, propondo-se ajustes na condução pedagógica, nos casos em que isto se faz necessário. As dissertações devem ser defendidas ao final de 24 meses de vínculo junto ao PPG. A banca segue a mesma dinâmica daquela já informada para a qualificação. O PPG exige também que todos os discentes independentemente de terem ou não bolsas, realizem estágios de docência com pelos menos 30 horas/aula de atividades preferencialmente em IES’s. 

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